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Minha tese se concentra na descrição e análise de alguns processos e práticas de escrita de pesquisas de acadêmicos da Licenciatura indígena da Universidade Federal do Acre - UFAC, Campus Floresta. Esses processos e práticas de escrita apontam para uma concepção de linguagem distinta daquela com que esses acadêmicos e seus povos têm contato na Universidade. Essa concepção de linguagem e seu regime de escrita, conforme apontaram os próprios acadêmicos e suas comunidades, é marcada por uma concepção de terra específica das práticas de conhecimento desses povos, práticas que, por sua vez, refletem sua cosmologia. A tese busca descrever a natureza e a dinâmica relacional desses diferentes regimes de terra-linguagem ao longo de processos de pesquisa e no tráfego entre instituições como a Universidade e essas comunidades.