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O artigo analisa os significados atribuídos por pacientes, familiares e profissionais de saúde ao trabalho de cuidado em contextos de cuidados paliativos em domicílio. A pesquisa se baseou em observação participante de atendimentos de uma equipe de atenção domiciliar e desospitalização com enfoque de cuidados paliativos. Embora o modelo de assistência paliativista tenha emergido num contexto sócio-histórico específico, argumento que é possível tomar os dados apresentados como indicativos de repertórios culturais de cuidado mais gerais. Assim, o artigo conecta os significados do cuidado nesse contexto a repertórios culturais de sentido gerais para, posteriormente, construir um esquema interpretativo. Tal esquema interpretativo serve como ferramenta analítica compreensiva e explicativa, pois leva em consideração os sentidos atribuídos pelos sujeitos, sem deixar de conecta-los a um processo social de divisão do trabalho do cuidado, marcado por vulnerabilidades desigualmente constituídas.

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