Banca examinadora

Profa. Bila Sorj, IFCS/UFRJ;
Prof. Maria Ligia Barbosa, IFCS/UFRJ;
Profa. Maria Luiza Heilborn, UERJ.

Resumo

A dissertação pretende oferecer uma contribuição para o entendimento da relação entre gênero e ensino superior. Apesar de existir uma forte tendência à concentração por gênero em alguns cursos, como a Nutrição (mulheres) e a Engenharia Elétrica (homens), uma minoria de indivíduos consegue romper com as barreiras de gênero no que se refere à futura profissão. Nesse sentido, procuramos compreender:

1) Por que alguns indivíduos transgridem as barreiras tradicionais de gênero?

2) Como estes sujeitos “deslocados” desenvolvem suas trajetórias acadêmicas?

3) Será que os homens do curso de Nutrição sofrem as mesmas dificuldades que as mulheres que cursam Engenharia?

Para responder tais questões realizamos entrevista em profundidade com roteiro semi-estruturado com aluno(a)s de ambos cursos da Universidade Federal Fluminense. Os resultados da pesquisa mostram que os homens que freqüentam o curso de Nutrição enfrentam maiores obstáculos em sua trajetória acadêmica do que mulheres que cursam Engenharia. Enquanto que as mulheres parecem se adaptar às especialidades já existentes na Engenharia, os homens na Nutrição resistem a se integrarem neste universo profissional e passam a criar uma nova especialidade (tipicamente masculina) no interior do curso feminino. Além disso, percebemos ainda que o conjunto do(a)s estudantes do curso de Engenharia Elétrica possui visões mais igualitárias de gênero do que entre aquele(a)s da NutriçãoPalavras-chave: Gênero, Ensino Superior, Transgressão.