João Felipe Pereira Brito

O presente trabalho tem como intuito discutir modelos de desigualdade existentes nos processos de urbanização e “renovação” das cidades contemporâneas. O objeto de minha pesquisa é a antiga área do bairro Bangu, atualmente dividida entre os bairros Bangu e Gericinó – este último foi criado há apenas sete anos e possui instituições que chamarei de estigmatizantes: presídios e aterro controlado. Inicialmente constituído por uma Vila Operária de 95 casas, o bairro Bangu, em poucos mais de cem anos, tornou-se um dos mais populosos da cidade, e no decorrer de sua história teve, a começar pela fábrica de tecidos que lhe deu origem, algumas instituições que o caracterizaram e moldaram a identidade de seus habitantes no convívio com os demais habitantes do Rio de Janeiro. É o processo de mudança social porque passou o bairro e suas instituições, na passagem do século passado para este, que conduz as principais questões desta pesquisa. A fábrica tornou-se um shopping center e o território do bairro também foi modificado com a já citada criação de Gericinó, e este é o elemento diferenciador deste processo de mudança social e reconstrução de um lugar urbano. A análise se concentra nos discursos dos idealizadores do projeto de criação do novo bairro, da imprensa e de moradores dos lugares envolvidos.

 

Banca examinadora:
Profa. Maria Celi Scalon, Presidente
Prof. Marco Aurélio Santana
Profa. Maria Josefina Gabriel Sant´Anna