Monica Lourdes Franch Gutierrez

Banca examinadora 

Profa. Maria Rosilene Alvim, Presidente
Profa. Yvonne Maggie,
Profa. Elina Pessanha,
Prof. Russel Parry Scott
Profa. Maria Luiza Heilborn

Resumo

Este trabalho se interroga sobre os sentidos e os usos do tempo por parte de jovens de grupos populares no Grande Recife, tendo como problemática de fundo as mudanças das temporalidades nas sociedades contemporâneas. Essas mudanças dizem a respeito à emergência de um conjunto de rupturas estruturais que afetam a vida dos indivíduos, localizadas sobretudo no mundo do trabalho, mas também na família, na sociabilidade e nas relações afetivas, entre outras esferas da vida social. O aumento dos níveis de incerteza ocupa um lugar central nessa configuração temporal, afetando sobremaneira a foram como as novas gerações organizam seu presente e pensam seu futuro. Alguns autores relacionam esse fenômeno com a chamada “crise da biografia normal” que atribuem entre outros aspectos, à radical mudança do papel das instituições que serviam, até pouco tempo atrás, para organizar o curso da vida. O debate sobre essas questões foi realizado com base na construção e análise de narrativas sobre o tempo biográfico e cotidiano de jovens, distribuídas em três grupos: jovens solteiros, jovens casados e/ou filhos e narrativas relativas ao trabalho. A pesquisa sugere a existência de uma pluralidade de sentidos e práticas temporais nesses grupos, levando em consideração diferenças de gênero, inserção institucional, estilos de vida e momento do curso da vida.

 

Palavras Chave: Tempo social, juventude, grupos populares.