Marcelo Gruman


Banca examinadora

Bila Sorj
Peter Henry Fry
Maria Laura V. de Castro Cavalcanti
Ilana Strozemberg

Resumo

A dissertação trata da construção da identidade judaica por parte de um grupo de jovens judeus cariocas de classe média. O estudo enfatizou dois dos processos de identificação com a etnia, os espaços de sociabilidade e a questão da manutenção das fronteiras comunitárias via casamento endogâmico.

Até a entrada na faculdade, a identidade judaica se exerce fundamentalmente no interior da comunidade judaica, seja na escola judaica, nos movimentos juvenis ou nas viagens a Israel organizadas por instituições sionistas ou pelas próprias famílias. Neste momento, este jovem terá à sua frente, pela primeira vez na maioria dos casos, o “outro” de forma concreta. Terá de lidar com a possibilidade de fazer amizades e iniciar relacionamentos afetivos com não-judeus (ou não-judias).

Também a partir da entrada na faculdade, a falta de opções não-religiosas para o exercício da “judeidade” leva muitos deles a freqüentar uma sinagoga ortodoxa apesar de não serem religiosos. O estudo analisa o porquê deste fenômeno se, aparentemente, a ortodoxia desafia seu estilo de vida moderno.

A intenção é mostrar como que, integrados à sociedade brasileira, levam à frente o diálogo entre Tradição (representada pelo princípio da matrilinearidade) e Modernidade (representada pela liberdade de escolha), ou seja, como este diálogo se apresenta, a partir da religiosidade, das relações de amizade e afetivas, na construção de sua identidade judaica.