Os fundos de pensão, através da denominação de Investidores Institucionais, são atualmente um dos grandes investidores no mercado de capitais do mundo e têm cada vez mais crescido em importância no Brasil. Nos últimos dez anos nota-se uma mudança no cenário dos fundos de pensão no país, que conta com a participação do movimento sindical reivindicando cadeiras nos conselhos dessas instituições; espaço que há uma década atrás não era alvo de disputa dos representantes dos trabalhadores. A presente dissertação desenvolve reflexões acerca deste universo ao debater o funcionamento e inserção no mercado financeiro e empresarial dos fundos de pensão, os discursos de justificação que estão atrelados a eles – através da noção de socialização dos meios de produção, sem a expropriação da propriedade privada, mas com sua conversão em propriedade dos trabalhadores através do mercado financeiro, sendo os fundos a representação deste “capital dos trabalhadores” – e os impactos da participação sindical nessa estrutura. Para tanto a presente pesquisa se debruçou na atuação dos três maiores fundos do país – a Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), o Fundo Multipatrocinado da Petrobras (Petros) e a Fundação dos Economiários Federais (Funcef) – e seus investimentos na maior empresa privada do país, a Vale S.A.

 

Banca examinadora:
Prof. José Ricardo Ramalho, Presidente
Prof. Marco Antonio Perruso
Profa. Elina Pessanha