Sabrina Marques Panacho Santanna

 

Banca examinadora

Gláucia Villas Bôas
Norma Côrtes
André Pereira Botelho

Resumo

Esta dissertação discute a formação do núcleo concretista carioca a partir das redes de sociabilidade, dos valores e das identidades que são construídas nas diferentes formas que assume o movimento do Rio de Janeiro – Grupo Frente, Concretismo e Neoconcretismo. Busca-se entender que categorias sociais são acionadas para distinguir e dar pertencimento, construindo, na relação com outros grupos, visões de mundo coletivas e uma auto-imagem positiva. Ainda, neste sentido, chama-se atenção para o papel do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro nas artes plásticas, em meio à lógica modernizadora de meados do século XX, como instituição orientada para práticas artísticas de inovação. Procura-se entender de que modo relações de amizade e afinidade se constroem no aprendizado do ofício do artista, criando modos coletivos de pensar a modernidade: visões de mundo que se expressam nas obras de arte, nos discursos sobre o fazer artístico e nas afirmações de identidade contra grupos rivais, notadamente, concretistas de São Paulo e figurativistas.