Banca Examinadora

Prof. André Botelho, Presidente
Prof. José Ricardo Ramalho
Prof. Alejandro Blanco
Profª Elide Rugai Bastos
Prof. José Maurício Domingues

Resumo

Esta tese tem como objetivo investigar, em perspectiva comparada, o processo de tradução ou “aclimatação” da “sociologia da modernização” norte-americana nos textos de Florestan Fernandes e Gino Germani, os dois principais protagonistas da renovação da sociologia nos contextos brasileiro e argentino respectivamente. Procuramos demonstrar, através de diferentes aspectos de suas práticas sociológicas, desde as pesquisas empíricas até suas formulações teóricas, como Fernandes e Germani paulatinamente colocaram em tensão as principais pressuposições da “sociologia da modernização”, como a visão linear dos processos históricos e a concepção de que as sociedades modernas convergiriam para um único padrão societário. Como recurso metodológico, também analisamos os textos de Talcott Parsons, que serviram como caso de controle para as comparações entre Fernandes e Germani. Nossa hipótese é que, nestes processos de “aclimatação”, várias diferenças foram se cristalizando nos contextos de Fernandes e Germani, o que atribuímos à interação contingente entre os esquemas teóricos importados e as dinâmicas sociais específicas das sociedades brasileira e argentina.