Esse trabalho é resultado de uma experiência etnográfica na cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, junto à tribo carnavalesca Os Comanches. As Tribos Carnavalescas são convencionalmente conhecidas como grupos negros que se denominam índios no carnaval da cidade, desde a década de 40, e que produzem seu desfile, a guerra. O intuito, portanto, éanalisar a produção e realização da guerra e sua relação com a formulação nativa dos conceitos de “afro” e “índio”. O primeiro capítulo visa apresentar o modo como os sujeitos articulam tais idéias na criação estética da guerra – produção de alegorias, fantasias, dança e música. O segundo capítulo traz a análise das relações dos Comanches com a única tribo rival, os Guaianazes, e a relação dos Comanches com grupos chamados por eles de “mais afros”, a saber: Escolas de Samba e Bloco Afro-sul Odomodê. O terceiro capítulo se propõe a apresentar a relevância que os lugares têm nas formulações das ideias dos sujeitos, tomando como ponto de análise um caso particular de deslocamento dos índios carnavalescos para o sambódromo da cidade e a denúncia de “racismo” ocasionada por esse processo.

 

Banca examinadora:
Prof. José Reginaldo Gonçalves, Presidente
Prof. Octávio Bonet
Profa. Ana Claudia Cruz da Silva