Banca examinadora

Profa. Maria Rosilene Barbosa Alvim
Profa. Helena Altmann
Profa.Regina Novaes
Profa. Ana Canen

Resumo

Este trabalho toma a educação como objeto de reflexão antropológica e elege a orientação sexual na escola como tema de pesquisa. Trata-se da análise das respostas da escola quando convocada a intervir na socialização afetivo-sexual dos adolescentes. Analiso os significados sociais da introdução da orientação sexual na escola a partir das perspectivas apresentadas por aqueles que estão diretamente envolvidos no assunto: os “professores de Núcleo” ou “orientadores sexuais” que atuam em escolas do sistema municipal de educação do Rio de Janeiro. Estes profissionais desenvolveram uma teoria para justificar e explicar os porquês da intervenção escolar na socialização afetivo-sexual dos adolescentes. Acreditam que a distribuição de informações sobre sexualidade não promove as mudanças comportamentais esperadas porque atinge somente o intelecto, não permitindo que os estudantes incorporem as mudanças do corpo e “no emocional”. O modelo de orientação sexual proposto pelos “professores de Núcleo” pode ser classificado como uma orientação sexual à brasileira porque incorpora idéias e ideais modernos sobre a relação da adolescência com a sexualidade e transforma-os a partir das características da cultura brasileira.