Banca examinadora

Prof. José Reginaldo Gonçalves, Presidente
Prof. Marco Antonio Gonçalves
Prof. Amir Geiger
Prof. Otávio Guilherme Alves Velho
Profª Santuza Cambraia Naves
Profª Elsje Lagrou


Resumo

Esta tese pretende investigar o surgimento de novos agentes artísticos que se autodenominam – ou são denominados – produtores e que atribuem “autenticidade” às suas criações ao perceberem as “tecnologias digitais” como parte integrante de criação e inspiração. Sugiro que os produtores se classificam através de várias autodenominações e esta categoria vem sendo utilizada como forma de cobrir um “vazio” de definição destes agentes. A força da categoria é criar mediações entre várias esferas de atuação, com isso quero dizer que esta categoria aqui na tese deve ser ambígua como se apresenta para os personagens.

Ao considerar esses produtores enquanto autores, esta tese se propõe a fazer uma contribuição para a discussão sobre as novas modalidades de autoria a partir da sua relação com os modelos digitais de criação. O digital é por vezes considerado pelos agentes uma ferramenta de trabalho, não demarcando um limite para o resultado final do processo criativo. Para outros, o digital percebido como uma nova plataforma de criação que impõe um novo paradigma de criação e de visão de mundo, configurando-se dessa forma como uma estética. E, ao mesmo tempo, a tecnologia digital se configura enquanto fetiche a partir do momento em que possibilita não somente fazer uma arte, mas também fazer o produtor. Esses produtores como autores desta época seriam assim, eles próprios, ferramentas, fetiches, estéticas. Neste aspecto, os produtores e as suas criações em um sentido amplo são tomados metodologicamente e conceitualmente como “pessoas distribuídas”.
Esta tese se baseia em um trabalho etnográfico com os produtores tentando reconstruir seus espaços de socialidade, físicos e virtuais; assim como observar os seus processos criativos e as suas performances.