Hailton Pinheiro de Souza Junior

Banca examinadora

Profa. Beatriz Heredia
Prof. Moacir Palmeira
Prof. John Comerford

 

Resumo

Na região do Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, Minas Gerais, estabeleceram-se,durante as décadas de 1970/1980, inúmeras famílias de cafeicultores oriundas sobretudo dos estados de São Paulo e Paraná, face ao declínio da lavoura de café em seus estados de origem e um conjunto de políticas públicas orientadas à colonização e desenvolvimento do interior do país.

Este trabalho propõe uma análise das posições e relações sociais respectivas estabelecidas por famílias de produtores de café, genericamente referidas como “paranaenses”, entre si e com as “famílias mineiras”, tradicionalmente envolvidas, no local, com a produção de leite e hortaliças em pequena escala.

As acusações recíprocas entre estas famílias teriam indicado a existência de uma fronteira social bem demarcada entre os “grupos”, se não fossem observadas simultaneamente a um conjunto de relações amistosas entre determinadas famílias paranaenses e mineiras, ou à ausência de relações entre determinadas famílias paranaenses.

A necessidade de ultrapassar a suposta homogeneidade desses “grupos” foi,justamente, o que permitiu alcançar a apreensão dos elementos que conformam estas famílias como paranaenses ou mineiras, elementos que não guardam relação imediata com “origem”, mas com relações que os membros estabelecem em suas unidades de produção, e pela afirmação destas relações na comparação entre “semelhantes” e “dessemelhantes”, a partir de diversos “pares de opostos” identificados nas entrevistas.

Este trabalho foi concebido nos marcos do projeto “Sociedade e Economia do Agronegócio: Um Estudo Exploratório”, coordenado pelos professores Beatriz Heredia(PPGSA/IFCS/UFRJ), Moacir Palmeira (PPGAS/MN/UFRJ), Leonilde Medeiros,Rosângela Cintrão e Sérgio Pereira Leite (CPDA/UFRRJ).

 

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