Paulo Fernandes Keller


Banca examinadora

Maria Rosilene Barbosa Alvim
José Sérgio Leite Lopes
Regina Célia Reyes Novaes

Resumo

Esta dissertação estuda a vida cotidiana do operariado têxtil das fábricas de tecidos da cidade de Paracambi/RJ, entre o final do século XIX, e a primeira metade do século XX,no momento de “auge” das “fábricas com vila operária” nesta particular região fluminense.
Inicialmente discute os fatores que se somaram para o desenvolvimento da indústria têxtil nesta região, e o processo de implantação das fábricas. Em seguida descreve e analisa a cotidianidade do operariado têxtil dentro do “complexo fábrica com vila operária” – entendido como um complexo fabril e sócio-cultural – desvendando aspectos (religião, lazer, educação, etc.) da cultura operária. Sem dissimular a relação de dominação implícita nesta situação fabril, o trabalho mostra de que forma estas relações se efetivaram no cotidiano. Mas alertando para o fato de que se as vilas operárias eram propriedade dos industriais, elas também eram o “lar dos operários”.

ABSTRACT

This dissertation studies the everyday llife of the textile workmen of the cloth factories in the town of Paracambi, State of Rio de Janeiro, during the period of time between the end of the XIX century and the first half of the XX century, a moment which was the “height” of the “factories having workmen village” in this particular area of the 
State of Rio de Janeiro.
At first it discusses the factors which were combined to stimulate the growth of the textile industry in this region as well as the setting up of the factories. Soon after it describes and analyses the daily life activities of the textile workmen within the “factory – workmen village complex” – here understood as a factory and socio-cultural complex – revealling features (religion, leisure, education, etc.) of the workmen’s culture. Without disguising the implicit domination relationship in this factory situation, the paper shows the way in which such relationships became real in daily life and calls the attention to the fact that although the workmen’s villages were properties of the industry owners, they were also the “workmen’s homes”.