Banca examinadora

Regina Célia dos Reyes Novaes
Bila Sorj
Maria Rosilene Barbosa Alvim
Simoni Lahud Guedes
Marco Antonio da Silva Mello

Resumo

O grupo de ‘informantes-chave’ é composto por mulheres singulares cujos itinerários revelam a riqueza e dinamicidade dos processos de construção da pessoa. Trata-se de moradores de ‘comunidades’ que ao ocuparem instâncias formais e informais de representação e ação organizativa se engajam numa ampla rede de trabalhos sociais. Tal rede caracteriza-se pela presença de grande diversidade cultural e de interações sociais assimétricas.

Busco compreender sociologicamente uma vivência feminina marcada por duas condições. Em primeiro plano, por uma experiência existencial de classe que se expressa na valorização e negociação da identidade de ‘ser-pobre’, no engajamento em redes políticas de base e na tentativa de relação do ideal de ‘ser-comunitário’. Em seguida, por uma qualificada interação da pessoa com diferentes agentes, ambientes e contextos (decorrente do trabalho social desenvolvido) que concorrem para reinserir a mesma em seus circuitos sociais internos e externos.

Em suma, essa experiência de trabalho social concorre direta e positivamente no reposicionamento destas agentes em suas redes sociais, num processo que se materializa no reforço e atualização de dada condição de classe. Afinal, o sentimento de indeterminação, ilegitimidade, estigma e discriminação são reprocessados e passam a funcionar como signos e ferramentas emancipatórias (de luta por justiça social e oportunidades de classe, de superação de uma marginalidade estrutural e de busca por inclusão social positiva).

ABSTRACT

‘Mulheres – comunitárias, personae – viajantes. Classe, gênero, identidade e participação popular’ discusses boundaries between day-life organization experiences, social mobilization and political involvement.

The observed group is specific women chosen due to their peculiar life-building process richness and dynamics. They are community inhabitants while in the process of occupying formal and non-formal strata of organization engage in a wide net of social work with a large cultural diversity and non-symetric social interactions.

I try to understand, under a sociological approach, feminine experience market by tow conditions. First, working class experience expressed in terms such as exchanging values and negotiating the identity of ‘being pooor1,the engagement in nets of political base-activism and the attempts to achieve the ideal of ‘being communitarian’. Secondly, through a qualified interaction of the person with different agents, environments and contexts, due to the social world performed by these women, allowing their relocation in internal and external social circuits.

I work on the assumption that social work directly affects and positively contributes to this relocation. Such process materializes on the reinforcement of a given class condition. Here, the feeling of indetermination is reprocessed, turning into emancipation signs and tools, fight for social justice and class opportunities, overcoming structural marginality and searching for a positive social inclusion.