Resumo:

Esta tese é sobre os Guna, uma “Gente de Ouro” (Olodule) que acha bonito quando o pensamento aparece como resultado do trabalho duro em benefício de outrem. Um povo que afirma a alegria, que celebra o riso e distribui a fartura, mas que não se furta de compartilhar a dor. As crianças recém nascidas, “coitadinhas”, não sabem que têm família, elas pensam demais, só pensam em chorar. Para acalmá-las, as mulheres cantam seu futuro virtuoso de pescador ou de coletora de água. O estudo explora os conceitos nativos em torno das emoções, analisando as canções femininas como contexto privilegiado de enunciação de uma estética de gênero. O leitor encontrará uma etnografia da masculinidade Guna e sua modulação pessoal em relação ao parentesco, à residência e ao ciclo de vida.

Palavras-chave:

Guna (Kuna), povos indigenas, Panamá, masculinidade indígena.

Abstract:

This thesis is about the Guna, a “People of Gold” (Olodule) who consider it beautiful when thought appears as a result of hard work carried out for the benefit of others. A people who asserts happiness, celebrates laughter and distributes abundance but does not avoid sharing pain. Newly born children, “the helpless ones”, do not know they have family, they think too much, they only know about crying. In order to calm them down, women sing them their virtuous future as a fisherman or a femalewater collector. The study explores native concepts concerningemotions, analyzing women’s songs as privileged context of enunciation of a gender aesthetics. The reading will find an ethnography of Guna masculinity and its personal modulation with relation to kinship, residence and the lifecycle.

Keywords:

Guna (Kuna), masculinity

Orientador:

MARCO ANTONIO TEIXEIRA GONCALVES