Banca examinadora

Profa. Maria Laura Cavalcanti, Presidente
Prof. José Reginaldo Gonçalves
Prof. Cesar Gordon
Profa. Renata de Sá Gonçalves

Resumo

Este trabalho apresenta uma etnografia da “Festa do Tomate”, compreendida como um processo ritual, na acepção de Victor Turner. A pesquisa almeja uma apreensão da festa a partir “de dentro”, bem como de suas tensões, mudanças e ressignificações, a partir da observação participante e da análise das memórias e narrativas acerca da festa e da própria cidade. A festa realiza-se anualmente em junho, durante o feriado de Corpus Christi na cidade de Paty do Alferes, localizada no interior do estado do Rio de Janeiro. Realizada há mais de vinte anos, essa festa consagra a produção agrícola do município, um dos maiores produtores de tomate do Brasil. Nos dias atuais, a Festa do Tomate é considerada a maior do interior do estado, atraindo para a cidade muita gente de outros municípios. A pesquisa busca apreender os diversos sentidos da festa, acompanhando seus percursos desde os bastidores, onde o tomate transita desde a lavoura até a cozinha antes de culminar no cenário festivo. A escolha desse foco permite apreender o personagem principal dessa festa, o tomate, enquanto um símbolo dominante e um agregador simbólico. No conjunto das atividades festivas, duas destacam diretamente o tomate e a localidade, além de serem as atividades mais antigas da festa: o Concurso de Culinária e o Concurso de Qualidade do Tomate. A pesquisa toma esses dois eventos como porta de entrada para a compreensão da festa desde o ponto de vista das pessoas residentes no município.

Palavras-chave: etnografia, Festa do Tomate, Paty do Alferes, processo ritual, lavoura, sistema culinário.