Banca examinadora

 Profa. Elina Pessanha (orientadora)
Prof. José Ricardo Ramalho
Prof. Luiz Antonio Machado
Profa. Vera da Silva Telles
Prof. José Sérgio Leite Lopes

Resumo

Durante as décadas de 1970 e 1980 uma parcela significativa do campo intelectual brasileiro localizado no eixo Rio-São Paulo, composta em grande medida por cientistas sociais com intensa vida acadêmica e vinculados a política e ideologicamente à esquerda, passou a dedicar-se privilegiadamente ao estudo de movimentos populares, notadamente o movimento sindical e os movimentos sociais urbanos. Vários desses intelectuais chegaram a prestar assessoria e outros tipos de apoio aos movimentos populares, inclusive por meio de organizações intelectuais engajadas como o CEDEC e o CEDI. Nesse processo foram recorrentes à utilização de conceitos como “novo sindicalismo” e a caracterização, ainda que mais vaga, dos “novos” movimentos sociais urbanos. Havia uma destacada ênfase intelectual no “novo” emergente em tais movimentos, ainda que com nuances diversas. A aproximação com o campo popular, a crítica à esquerda predominantemente no pré-64 e a adoção de um padrão universitário de investigação ajudaram a promover uma significativa desenvoltura em termos de pesquisa empírica e reflexão fenomenológica a respeito do movimento sindical e dos movimentos sociais urbanos. Em termos intelectuais, reconhecia-se em ambos os movimentos subalternizados da sociedade brasileira. Assim, essa parte do campo intelectual renovou decisivamente o pensamento social brasileiro dedicado à compreensão da constituição e desenvolvimento dos atores sociais nacionais de cunho popular, abrindo novas perspectivas em termos de transformação de nossa sociedade.

Palavras-chave: Pensamento Social Brasileiro, Intelectuais, Cultura Política, Movimento Sindical, Movimentos Sociais Urbanos.