Banca examinadora

Prof. André Botelho, Presidente
Prof. Maria Laura Cavalcanti
Profa. Elide Rugai Bastos

Resumo

A dissertação tem como objetivo reconstituir o debate empreendido entre os modernistas Mário de Andrade (1893-1945) e Renato Almeida (1895-1981) sobre a formação da música brasileira. Para tanto, analisamos as duas edições de História da música brasileira (1926 e 1942), de Renato Almeida, o Ensaio sobre a música brasileira (1928) e a Pequena história da música (1929), de Mário de Andrade, bem como artigos em periódicos e a vasta correspondência trocada entre os autores durante os anos de 1922-1944. Procuramos mostrar como, num primeiro momento, durante os anos 1920, Mário de Andrade e Renato Almeida formularam propostas não apenas diferentes em termos estéticos e metodológicos, mas propriamente concorrentes de nacionalização musical no interior do movimento modernista; num segundo momento, que se consolida na década de 1940, essas diferenças tendem a diminuir a favor do programa defendido por Mário de Andrade, fundado na pesquisa do folclore brasileiro como meio de renovação da música erudita brasileira. Os debates travados pelos autores na correspondência e nas revistas, bem como as duas edições da História da música brasileira, de Renato Almeida, mostram, assim, a influência crescente de Mário de Andrade na definição do sentido de renovação do modernismo musical brasileiro.

Palavras-chave: Modernismo Musical. Música erudita brasileira. Nacionalismo estético. Mário de Andrade. Renato Almeida.