Annelise Caetano Fraga Fernandez

Banca examinadora 

Profa. Neide Esterci, Presidente;
Profa. Elina Pessanha;
Profa. Maria José Teixeira Carneiro;
Prof. Mario Fuks;
Profa. Rosane Manhães Prado.

Resumo

Em 1974, uma parcela significativa da região , outrora denominada Sertão Carioca, na cidade do Rio de Janeiro, tornou-se Parque Estadual de Pedra Branca – PEPB. Sua demarcação foi estabelecida a partir da cota altimétrica de 100m, em torno de todo o maciço de mesmo nome, na zona Oeste do município e ocupa cerca de 16% de sua área. Considerando a existência de disputas políticas pelo poder de nomear e classificar este espaço, o presente trabalho pretende estudar a construção social do PEPB, a partir das representações, projetos e ações elaborados por seus idealizadores e gestores, como também, por uma parcela específica de seus moradores: os pequenos produtores que apropriam e interpretam este território, a partir de um processo histórico de ocupação da região que antecede a criação do Parque. A fim de compreender como o Parque da Pedra Branca veio a ser o que é, pretende-se reconstituir tanto os valores e iniciativas que estão na origem do movimento internacional e nacional da criação de parques e que exerceram seus efeitos na constituição da política ambiental fluminense, quanto as representações, memória e modo de vida dos pequenos produtores, articulados ao processo de evolução urbana da cidade do Rio de Janeiro.

 

Palavras Chave: conservacionismo, socioambientalismo, políticas ambientais, parques estaduais, campesinato, participação, Rio de Janeiro.