Banca examinadora

Prof. Luiz Antonio Machado da Silva (Presidente)
Profa. Maria Rosilene Alvim
Profa. Marcia Leite

Resumo

A problemática sobre a qual trata este trabalho são as relações de luto, sociabilidade e política, a partir do estudo de caso de uma chacina, que ficou conhecida como “Caso Acari”. O caso tomado como um evento-crítico, marco pelo desaparecimento dos corpos dos onze jovens . Através da comunicabilidade da experiência do choque, denunciando publicamente um drama e uma injustiça, as mães dão início a um jogo de acusações buscando justificar e legitimar suas denúncias, em busca de justiça e reparação. Argumento que a partir da vivência do luto estas mães elaboram práticas e reivindicativas de justiça, com menor ou maior sucesso, na medida em que a denúncia pública do acontecimento ganha justificação e legitimidade pública. Neste processo, trava-se uma luta por justiça,marcada por uma forte dimensão moral, onde são elaborados “repertórios”, ou “idiomas de ação”, envolvendo símbolos e rituais, capazes de movimentar toda uma política dos sentimentos, sobretudo a partir do universo simbólico da maternidade , da morte e da religião. Por outro lado, o principal obstáculo que enfrentam é o preconceito contra a favela e os favelados, tendo que romper duplamente com a condição de falar de um lugar de despossuído e de um território criminalizado.

Palavras-Chave: “Mães de Acari”; desaparecimento; luto; maternidade, justiça.