Banca examinadora

Profa. Gláucia Villas Bôas (Presidente)
Prof. André Botelho
Prof. José Reginaldo Gonçalves
Profa. Myrian Sepúlveda dos Santos
Profa. Ligia Maria de Souza Dabul

 

Resumo

Concebidos como lugares de memória, os museus foram freqüentemente pensados como instituições que cristalizavam o passado, tirando os objetos da experiência cotidiana e de seu contexto. Nesse aspecto, eles foram correntemente o alvo da crítica das vanguardas sendo apresentados como mausoléus da modernidade. Entretanto, os Museus de Arte Moderna foram fundados como instituições que miravam o moderno e buscavam preservar o presente, eles eram instituições únicas que guardavam a memória do futuro. Esta tese procura entender a fundação do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro e os modos pelos quais a instituição construiu uma imagem para ser vista no mundo.

De um lado, tenta-se analisar a instituição do ponto de vista de seus fundadores, buscando entender como diferentes auto-imagens foram capazes de criar diferentes conceitos de modernidade. Para tanto, analisa-se principalmente a atuação de Niomar Muniz Sodré e Raymundo Ottoni de Castro Maya, buscando entender o modo como conceberam e formaram o museu. De outro lado, procura-se compreender como o museu foi capaz de se construir como instituição única, empreendendo ainda uma análise comparativa com Museu de Arte de Nova York.Palavras-Chave: Museu de Arte Moderna; Museu; Vanguarda; Modernidade.