Resumo
Este trabalho procura em seus quatro capítulos discutir as desigualdades, sobretudo
educacionais que exercerão influência no processo de escolha da carreira dos indivíduos
mais pobres (que tendem a “preferir” cursos menos valorizados socialmente) e no
processo de construção de expectativas sobre seus futuros. Além disso, analisa as
desigualdades existentes no interior do sistema de ensino superior que podem atuar
como empecilhos para a conclusão dos cursos. A produção da Sociologia da Educação
aponta que a escolha nem sempre é possível para todos: a própria conclusão do Ensino
médio se constitui uma “vitória” para grande parte dos estudantes e, mesmo para estes
“sobreviventes do sistema”, não é sinônimo de ingresso no Ensino superior. Mais que os
sonhos e as vocações pessoais os condicionamentos sociais são grandes elementos na
definição das trajetórias acadêmicas e profissionais. Para desenvolver a pesquisa
recorreu-se à ampla seleção de obras nas áreas da Sociologia e da Educação e a uma
série de dados quantitativos e também pesquisas qualitativas com objetivo de traçar um
panorama sobre a questão das desigualdades de acesso ao ensino superior no Brasil e às
dificuldades encontradas por estudantes egressos das camadas mais pobres da sociedade
brasileira.

Banca examinadora: Profa. Maria Ligia Barbosa, Presidente
Prof. Flávio Carvalhães
Profa. Felícia Picanço
Profa. Gabriela Honorato