Marcelo Ribeiro Vasconcelos

Nesta dissertação procurei delinear as transformações sofridas no projeto revolucionário de Mario Pedrosa ao longo dos anos 1930 até 1950 principalmente no que concerne a relação entre a arte e marxismo em sua obra. Como chave de entendimento de tais transformações, elegi o processo de individualização sofrido por Pedrosa ao longo de sua trajetória, perceptíveis principalmente em momentos como a aproximação entre Pedrosa e o grupo surrealista francês, sua participação como membro do Comitê Executivo Internacional da IV Internacional e a decorrente participação nos círculos intelectuais nova-iorquinos. É possível perceber o exílio vivido nos Estados Unidos (1938-1945) como um dos momentos chave para a compreensão sobre as novas formas de congregar arte e política no pensamento de Mario Pedrosa. Se antes do exílio Pedrosa permanecia próximo aos posicionamentos de Leon Trotski no que concerne a relação arte e política, após 1945 ele passa a estabelecer novos tipos de vínculos entre os dois campos, passando a enfatizar a relação entre arte abstrata e socialismo democrático.

 

Banca examinadora:
Profa. Glaucia Villas Bôas, Presidente;
Profa. Sabrina Parracho;
Profa. Tatiana Siciliano.