Gustavo Ruiz Chiesa

Resumo:

Perceber o mundo de outra forma, pensar a ciência de outra maneira, com outros olhos, outras lentes. Desenvolvo nessa tese três modos de conhecer, três caminhos alternativos ou “rotas de fuga” criativamente construídas ao longo desses últimos 250 anos. Iniciaremos esse percurso voltando nossa atenção para os fluidos magnéticos – “descobertos” pelo médico alemão Franz Anton Mesmer (1734-1815) – que atravessam nossos corpos, constituem nossos seres e nos conectam ao ambiente. Em seguida, caminhando por mais alguns anos, o médico e fisiologista francês Charles Robert Richet (1850-1935) e seus colegas “metapsiquistas” nos oferecerão a chance de ver e conhecer novos seres e novas substâncias, nada “habituais” e extremamente difíceis de serem definidas ou capturadas. Mais adiante, pensaremos com os “conscienciólogos” a respeito de nossa própria saúde, nosso próprio corpo, nossa própria consciência, e descobriremos que existem diferentes possibilidades de perceber e “ser afetado” por tudo aquilo que nos envolve (algumas mais “saudáveis” do que outras); existem, igualmente, diferentes estados de “atenção”. Finalmente, encerraremos esse caminho apresentando os principais elementos conceituais dessa outra maneira de perceber o mundo e viver a vida. Uma maneira menos “fragmentada”, “apressada” ou “propositada” e, ao mesmo tempo, mais “sistêmica”, “ecológica” ou “sagrada”, nos dirá Gregory Bateson. Durante toda essa jornada, seremos acompanhados por uma série de importantes cientistas e pensadores, de diferentes gerações e nacionalidades, que, apesar dos inúmeros obstáculos que tiveram que superar, das inúmeras barreiras que tiveram que ultrapassar, não desistiram de improvisar caminhos, não desistiram de olhar (das e) para as “margens”, para os “restos”, para tudo aquilo que se encontra “além do que se vê”.

Palavras-chave:

Magnetismo animal;metapsiquica;conscienciologia;ciência;saúde;religião

Abstract:

To perceive the world in a different way, think about science in another manner, with other eyes, other lenses. In this thesis, I develop three modes of knowing, three alternative paths or “escape routes” creatively built over these last 250 years. We begin this journey turning our attention to the magnetic fluids – “discovered” by german physician Franz Anton Mesmer (1734-1815) – that cross our bodies, make our beings and connect us to the environment. Then, walking for a few more years, the french physician and physiologist Charles Robert Richet (1850-1935) and his “metapsychical” colleagues offer us a chance to see and meet new creatures and new substances, nothing “usual” and extremely difficult to define or captured. Later, we will think with “conscientiologists” about our own health, our own bodies, our own conscience, and we will discover that there are different possibilities of perceiving and “be affected” by all that surrounds us (some “healthier” than others); there are also different stages of “attention”. Finally, we will close this “rout” introducing the main conceptual elements of this other way of perceiving the world and living the life. A way less “fragmented”, “hurried” or “purposeful” and, at the same time, more “systemic”, “ecological” or “holy”, will tell Gregory Bateson. Throughout this journey, we will be accompanied by a number of distinguished scientists and thinkers, from different generations and nationalities, which, despite the numerous obstacles they had to overcome, the many barriers they had to transcend, they did not give up improvising ways, did not give up looking (at and) to the “margins”, to the “rests”, to everything that is “beyond what you see”.

Keywords:

Animal magnetism;metapsychics;conscientiology;science;health;religion

Orientador:

OCTAVIO ANDRES RAMON BONET