Banca examinadora

Prof. José Reginaldo Gonçalves, Presidente
Profa. Elsje Lagrou
Profa. Márcia Contins

 
Resumo

As baianas de acarajé são personagens fortemente associadas à paisagem urbana da cidade de Salvador, na Bahia mas, também, da cidade do Rio de Janeiro.
No ano de 2004, o IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional) concluiu o registro do “ofício das baianas de acarajé” como “patrimônio imaterial”, reconhecendo oficialmente a relevância social e cultural das baianas.

Um bolinho de santo, uma comida típica, um quitute baiano, um meio de sobrevivência, uma comida africana, uma comida de rua; nem almoço, nem jantar; conforme o contexto, o acarajé1 pode ser classificado a partir de diferentes perspectivas. Pode-se dizer que situa-se numa posição liminar. Cada baiana, ao narrar sua formação como baiana de acarajé, nos mostra a complexidade dessas classificações. Enquanto formas de vida, essas classificações se configuram diferentemente, assemelham-se ao girar em torno desse ponto comum: o acarajé. Tal comida parece operar como um forte mediador simbólico das relações entre indivíduo e sociedade; entre grupos; entre categorias tais como corpo e alma; assim como entre seres humanos e divindades; ou entre as chamadas esferas intra e suO objetivo deste estudo é descrever e analisar os efeitos do processo de tornarse “baiana de acarajé”. É também uma busca pela compreensão das formas como esses personagens entendem a noção de “patrimônio”, explorando assim as múltiplas dimensões semânticas que essa categoria pode oferecer em diferentes contextos socioculturais. pramundanas.