Ana Paula Poll

Banca examinadora

Prof. Peter Fry (orientador)
Profa. Yvonne Maggie
Prof. Marco Antonio Gonçalves
Prof. Marc Piault
Profa. Maria Alice Rezende de Carvalho


Resumo

Simon Kimbangu liderou no antigo Congo belga, um movimento de caráter religioso. Ainda no início da década de 1920, enquanto era procurado por centenas de bacongo em busca de cura, foi acusado de incitação à desordem pública, julgado por um tribunal de guerra, e sentenciado à morte. Sua pena foi comutada em prisão perpétua e, permaneceu por trinta anos no cárcere das autoridades coloniais até sua morte, em 1951.

Foi a partir de meados da década de 1950 que o kimbanguismo tornou-se conhecido nos círculos acadêmicos. A obra de Georges Banlandier, “ Sociologie Actuelle de l´Afrique Noire ” o inscreveu na academia e lhe conferiu significado, a saber, uma forma de resistência política à opressão colonial. Assim, Simon Kimbangu, tornou-se um símbolo de resistência ao colonialismo belga no Congo.
Mas, que fatores teriam sido determinantes para a manutenção do movimento, tornado igreja, até período contemporâneo? Porque razão a igreja kimbanguista, superado período colonial, podia ser encontrada fora do seu lugar de origem?
A igreja de Kimbangu também consolidou em meio ao diálogo com a academia e às interpretações dos scholars . E negando caráter político do “movimento estritamente religioso”, foi se consolidando entre os kimbanguistas uma teologia capaz de explicar a natureza da distinção entre a interpretação acadêmica do kimbanguismo e aquela elaborada pelos próprios kimbanguistas. Uma teologia capaz de explicar a diferença entre brancos e negros e, aparentemente, a possibilidade de superação dessas diferenças, a saber, o combate à feitiçaria.

Palavras-chave: Kimbanguismo – África Central – Georges Balandier – Religião – Feitiçaria – Relações Raciais.