A presente dissertação tem como objetivo reconstituir analiticamente a sociologia histórica de Maria Sylvia de Carvalho Franco, a partir da “interpretação do Brasil” contida em sua obra, tendo como principal material o livro Homens Livres na Ordem Escravocrata (1969). Tomando a relação entre pessoalização das relações sociais e capitalismo em seus trabalhos, procura-se discutir a noção de processo social envolvida em sua perspectiva. A hipótese mais geral que organiza a dissertação é que, no intuito de construir uma crítica às interpretações “dualistas” da sociedade brasileira, Franco retoma o problema da historicidade da análise sociológica, realizando uma interpretação que busca esclarecer as conexões de sentido entre categorias e formas de organização social aparentemente antitéticas ou excludentes. Para compreender a noção de processo social e a própria visão sobre o capitalismo de Franco, foi necessário perseguir a articulação particular entre as perspectivas weberiana e marxista na constituição de sua sociologia histórica.

 

Banca examinadora:
Prof. André Botelho, Presidente
Prof. Antonio Brasil Junior
Prof. Bernardo Ricupero
Prof. João Marcelo Ehlert Maia