André Veiga Bittencourt

Resumo

Esta tese pretende estudar a interseção entre medicina, literatura e modernismo em uma
parcela da obra e da trajetória de Pedro Nava (1903-1984). Autor muitas vezes lido a
partir da polaridade médico / escritor, procuro sugerir que olhemos os dois termos desde
de um terceiro, o modernismo, entendido não exclusivamente enquanto um movimento
estanque ou facilmente localizado, e nem como um campo profissional, mas um tipo de
socialização e um processo de formação intelectual capaz de conformar maneiras de
pensar e sentir o Brasil e o mundo. Estes três elementos, argumento, configuram uma
“tríade dos possíveis” cuja relação mútua se estabelece ora em termos de afinidade, ora
em termos de tensão, mas cuja presença e efeitos, apesar de variados, são constantes.
Para tal, investigo tanto um período quanto materiais pouco explorados pela fortuna
crítica do Nava, reconstituindo seu aprendizado de juventude na vanguarda mineira, sua
sociabilidade política e literária dos anos 1930 e 1940 e sua prática e visão de medicina,
apresentadas principalmente através do livro Território de Epidauro (1947) e de artigos
técnicos de e sobre sua especialidade, a reumatologia.

Palavras-chave: pensamento social brasileiro; modernismo; intelectuais; medicina;
Pedro Nava.

 Banca examinadora: Prof. André Botelho, Presidente

                                    Prof. José Reginaldo Gonçalves

                                    Profa. Lilia Moritz Schwarcz

                                    Profa. Nísia Trindade Lima

                                    Profa. Helena Bomeny