Maria Raquel Passos Lima

Banca examinadora

Prof. José Reginaldo Gonçalves, Presidente
Prof. Marco Antonio Gonçalves
Prof. Valter Sinder

Resumo

Neste trabalho, procuro pensar antropologicamente os conceitos de “memória” e de“subjetividade” a partir da produção literária de Jorge Amado. Apontando algumas das questões principais que permeiam as análises sobre a obra amadiana, busco qualificar as diferentes concepções de linguagem que informam as perspectivas vigentes na herança crítica do autor, para apresentar e explicitar meu posicionamento e minha inserção neste debate. Analiso então a concepção do autor em relação à linguagem, ao conhecimento e à literatura, cujo cerne parece residir na noção de experiência. Ao longo do trabalho, procuro qualificaros contornos semânticos desta categoria e o modo como ela se articula a outras idéias-chave do pensamento do escritor, assim como o papel que exerce nas narrativas e no processo de criação literária do romancista. Trazendo uma reflexão sobre os livros de memórias O Menino Grapiúna e Navegação de Cabotagem, analiso os elementos narrativos que compõem a construção da auto-imagem de Amado, sugerindo algumas hipóteses sobre os sentidos, valores e princípios que delineiam as fronteiras da subjetividade e a produção da pessoa amadiana.

Palavras-chave: Jorge Amado; Memória; Subjetividade; Cultura Popular; Literatura; Autoficção.