Banca examinadora

Prof. José Reginaldo Gonçalves (Presidente)
Profa. Maria Laura Cavalcanti
Profa. Márcia Contins

 

Resumo

O objetivo desta dissertação consiste em apresentar uma primeira reflexão do meu “trabalho de campo” sobre a produção etnográfica de Katarina Real com alguns dos maracatus de baque virado em Recife. Com o intuito de realizar um contraponto à visão apresentada pela autora, estabeleci um diálogo com os atuais “ maracatus” que mantém os mesmos nomes e se considerem de alguma fora, as “mesmas” antigas nações de maracatu (Estrela Brilhante, Porto Rico do Oriente e Leão Coroado) que Katarina pesquisara nas décadas de 60, 70 e 90. Considerando que as representações etnográficas não são apenas o resultado de uma “observação”, mas principalmente, de “alianças”, “trocas”, “mediações” estabelecidas entre “etnógrafos” e “nativos”, busquei apresentar parte dessas “negociações” e “contextos” que permitiram uma “real” aproximação entre Katarina Real, a Comissão Pernambucana de Folclore (CPF) e os maracatus de baque virado. Ao mesmo tempo em que a minha pesquisa se filia ao que foi chamado de “movimento reflexivo” na antropologia, olhando para a “experiência etnográfica” de uma pessoa ímpar, também realiza um “trabalho de campo”, entrevistando e conhecendo pessoas (integrantes de maracatus-nação) que possam, com seus depoimentos, complexificar algumas questões apresentadas: como papel que os “museus” ocupam no imaginário maracatuzeiro. Acredito que, dessa forma, diferentes vozes e opiniões são incentivadas a dialogarem, ampliando ainda mais o debate sobre os limites do conhecimento etnográfico e sobre os maracatus nação em Recife.