Banca examinadora

Luiz Antonio Machado da Silva
José Maurício Domingues
Michel Misse
Maria Nazaré Freitas Pereira
Adalberto Moreira Cardoso
Ana Maria Galano – suplente

Resumo

O trabalho avalia os principais pressupostos teóricos presentes na tradição dos estudos sobre a constituição das ciências sociais. Ao examinar as expressões teóricas mais destacadas dessa tradição – as obras de Karl Mannheim, Robert K. Merton, Pierre Bourdieu e Anthony Giddens – usando, como referência teórica alternativa, as proposições sobre construção da ciência de Bruno Latour, conclui que seus pressupostos recorrentes estabelecem uma forma de racionalismo sociológico, pela qual, mediante o uso de conceitos como “intelligentsia”, “ethos científicos”, “autonomia da reflexividade”, se pretende identificar as “condições sociais de possibilidade”, historicamente universalizadas, capazes de fundamentar ou propiciar sociologicamente a racionalidade e o caráter científico das ciências sociais. Alternativamente, é sugerido o recurso às proposições relativistas de Latour, para tentar investigar empiricamente, em cada situação particular, as redes de associações contingentes entre cientistas e leigos, e entre atores humanos e não-humanos, que constroem e reproduzem as condições de validade dos enunciados das ciências sociais.

ABSTRACT

The work asses the main theoretical pressupositions of the tradition of studies on constitution of social sciences. When examining the theoretical expressions more detached of this tradition – the works of Karl Mannheim, Robert K. Merton, Pierre Bourdieu and Anthony Giddens – using as alternative theoretical reference the Bruno Latour’s statements on construction of science, concludes that the recurrent pressupositions of this tradition establish a form of sociological rationalism, for which, by means of the use of concepts as “intelligentsia”, “scientific ethos”, “autonomy” or “reflexivity”, it intends to identify the historicaly universalized “social conditions of possibility”, capable to base or to propitiate sociologicaly the rationality and the scientific character of social sciences. Alternativelly, is suggested the recourse to the Latour’s relativistic statements to try to investigate empirically, in each particular situation, the networks of contingent associations between scientits and laymen, and between human and non-human actors, who build and reproduce the conditions of validity of the statemens of social sciences.