Banca examinadora

Prof. Michel Misse, (orientador)
Prof. Marco Antonio Gonçalves
Prof. Peter Fry
Profa. Fernanda Gloria Bruno
Profa. Laura Graziela F. F. Gomes
Profa. Brigida Renoldi


Resumo

O presente estudo tem como objetivo analisar as novas configurações do trabalho doméstico remunerado no Brasil e no Rio de Janeiro, considerando os processos de mudança que vêm ocorrendo nessa ocupação nas últimas duas décadas, tais como: envelhecimento das trabalhadoras domésticas, elevação da escolaridade, aumento da formalização e ampliação do número de diaristas. Essa última mudança, que pode indicar uma modificação na relação que as famílias brasileiras estabelecem com os serviços domésticos, tem importância central nesta pesquisa, que busca compreender como são as relações de trabalho da diarista, sem direitos trabalhistas e prestando serviço em mais de uma residência, em comparação com as da empregada doméstica, mais formal, trabalhando para uma única família. A diferenciação entre empregada doméstica e diarista foi realizada de três maneiras: 1) Em termos legais, considerando a legislação, a doutrina e a jurisprudência; 2) Quantitativamente, por meio das características sócio-econômicas; 3) Com base nas percepções e classificações das trabalhadoras domésticas. Para isso, a pesquisa utilizou três tipos de fontes: acórdãos da Justiça do Trabalho, leis, decretos e doutrinas; dados quantitativos das PNADs de 1992 a 2008; e entrevistas com trabalhadoras domésticas da cidade do Rio de Janeiro.

Seguindo esse caminho, foi possível perceber se houve alguma alteração na forma como o serviço doméstico lida com duas lógicas distintas: a das relações pessoais, afetivas e familiares e a das relações profissionais, contratuais e legais.

Prof. Michel Misse, (orientador)
Prof. Marco Antonio Gonçalves
Prof. Peter Fry
Profa. Fernanda Gloria Bruno
Profa. Laura Graziela F. F. Gomes
Profa. Brigida Renoldi