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Esta resenha tem por objetivo discutir o livro de Ricardo Festi, “As origens da sociologia do trabalho: Percursos cruzados entre Brasil e França”. O texto analisa o desenvolvimento da disciplina nos dois países nas décadas de 1950 e 1960 com o intuito de relacionar a ideologia da modernização e de planejamento social com o contexto econômico e social vivenciado pelos autores da época. Nesse sentido, ela se concentra sobre a estruturação do capitalismo monopolista do século XX e das redes transnacionais acadêmicas formadas como condicionantes importantes para a emergência da sociologia do trabalho à época. As reflexões finais do livro procuram influenciar a retomada de estudos sobre a totalidade concreta e refletir criticamente sobre o dualismo arcaico e moderno que embasou os autores criadores da disciplina.

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