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Os textos que compõem esta edição podem ser divididos em dois grupos. O primeiro vai de dezembro de 1980 a agosto de 1983, com 24 artigos escritos para uma coluna mensal do Caderno B, suplemento cultural do jornal. O segundo compõe-se de onze textos, muitos deles publicados no Caderno Ideias, no período de 1990 a 2005. As colunas escritas no primeiro momento da abertura política propõem uma avaliação do que estava sendo produzido em literatura e de sua situação em um novo cenário político. A indagação que percorre essas crônicas quer saber se nesse novo contexto haveria uma luta estética ou a retomada no campo da arte de uma luta política. A relação entre poesia e vida, entre literatura e política é a questão que atravessa todo o livro. Não poderia ser diferente. A geração de Helô, que viveu 1968 e a ditadura, não pode se eximir de questionar a relação de sua vocação intelectual e o engajamento político, evitando as simplificações. Os textos tardios incluídos no livro, do período de 1990 até 2005, testemunham o interesse de Helô por novos assuntos, como a internet e o feminismo, que aparece em uma discussão sobre pós-modernidade. Este livro é também uma homenagem a Helô, que nos deixou recentemente, e testemunha o seu papel singular na crítica cultural contemporânea.

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