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Este artigo analisa o projeto de verossimilhança do naturalismo brasileiro, que, ao buscar representar o real com pretensa objetividade científica, acabou construindo uma totalidade ficcional ideologicamente orientada. Contrastando com a mímesis aristotélica e o romance moderno europeu, o estudo mostra como o naturalismo tentou preencher a ausência de uma identidade nacional coesa com narrativas normativas. Argumenta-se que essa estética produziu uma ilusão de totalidade, disfarçando como verdade uma representação configurada. A partir de autores como Candido e Bakhtin, defende-se que toda literatura é forma social e, como tal, sempre interpretativa e ideológica.

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