O ensaio discute o livro A revolução burguesa no Brasil em seu cinquentenário. Argumenta a favor do estatuto de clássico do livro de Florestan Fernandes e mais do que isso pela atualidade da sua tese sobre a autocracia burguesa. Uma breve comparação com Os donos do poder, de Raymundo Faoro, busca esclarecer as condições adversas de recepção do livro de Florestan no contexto de transição democrática que então se construía.