PóS-COLONIALISMO E DE-COLONIALIDADES – ETNICIDADE, REPRODUÇAO, GÊNERO E SEXUALIDADE – VOZES DA AFRICA

Mary Garcia Castro

Professora Visitante UFRJ/PPGAS

Curso a ser ministrado no segundo semestre de 2019-

Terça feira, 9-12h

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Ementa

             Acessa-se debates críticos sobre a modernidade, saindo de paradigma desenvolvimentista e eurocêntrico, com ênfase no que se vem destacando como saberes pós e de coloniais.  Considerando corpos de conhecimento sobre o outro pelo outro,  ou melhor a outra, combinar-se-á saberes, em especial de autores, autoras africanas, que investem em  uma outra doxa,  como em romances; a que extravasa a razão fatual, legitimando  o imaginário; a que destaca o complexo etnicidade e raça no processo de se fazer nação e que no caso de África adverte que há que ir  mais além do mapeado, como família,  continente ou países. A ancestralidade, os vínculos parentais, o grupo étnico impõem normas de relações sociais inclusive de gênero, fronteiras culturais que informam narrativas que não necessariamente autorizam representações sobre o pré colonial, o colonial e o pós colonial quer por trajetórias que sublinham uma África exótica ou selvagem, quer    idílica. Uma doxa  que adverte que sexualidade, gênero e religião  não são necessariamente  assuntos de micro política, mas como bem reflete Mbembe, por exemplo,  podem colaborar com violências de Estado,  em ‘necropoliticas e que   a reprodução do cotidiano, potencializa moto de sustentação de sistemas opressivos, em especial para as mulheres, em nome do amor, como sugere Federici

Mas as resistências estão em contares que rompem fronteiras disciplinares, quando as estórias de escritoras da África diaspórica, ao tempo que são narrativas biográficas, ou de personagens imaginados, alimentados na herança de griós, em rodas de fogueira  dos ancestrais, são histórias  de afetos e de violências, que se não se originaram, muitas, com a colonização, em muito se acentuaram quando balas  e bíblias se aliaram em biopolítica de terra/corpos arrasados e que em período pós colonial se reproduzem por delegação aos “negros no poder”.

Acessar vozes da África, as polémicas com feminismos tidos como euro centrados; conhecer como movimentos queer desestabilizam a ideia de uma África homogeneamente homo fóbica e passiva; mais refletir com autores do campo de estudos pós e de coloniais  e  estudar como pioneiras do feminismo interseccional no Brasil, como Lélia Gonzales e Beatriz Nascimento investiram em uma “Amefricanidade” (Lélia Gonzales) e resgate do saber de luta quilombola (Beatriz Nascimento)  é ir além de afinidades idealizadas ou ancoradas na melanina. É aprender que lugar de fala pede lugar de escuta, da nossa herança maior, para  saberes decoloniais Sul-Sul.

Programa

As referências são muitas, mas não exaustivas, para incentivar que se vá além do curso, se os temas interessarem.  O curso será construído combinando aulas que se aprofundam em um ou dois textos (assinalados como prioritários -##) e por seminários e trabalhos participativos que recorram a outros textos. Assim serão explorados os seguintes eixos temáticos:

1. ETNICIDADE

2. O “GIRO DECOLONIAL”, LUGAR DA RAÇA

3. POSCOLONIALISMO – ECONOMIA POLITICA, LUGAR DO GÊNERO, DA SEXUALIDADE E DO BIOPODER – VIOLENCIAS

4. CONTRIBUIÇÕES FEMINISTAS AO DEBATE SOBRE DECOLONIALIDADE – AMÉRICAS

5. A REPRODUÇAO DA VIDA– CONCEITO COM POTENCIALIDADES PARA CONSTRUÇAO DE UM PENSAMENTO CRITICO FEMINISTA DECOLONIAL

6. EXORCISANDO EUROCENTRISMOS EM GÊNERO – PENSADORAS/ES  DE PAISES AFRICANOS E COM REFERENCIAS A DISTINTOS GRUPOS ETNICOS

7. VOZES DA AFRICA NO FEMININO.  ROMANCES DA DIASPORA (SEMINARIO – A COMBINAR APRESENTAÇÕES)

8. PENSAMENTO AFRODIASPÓRICO NO FEMININO -PIONEIRAS, BRASIL: LÉLIA GONZALEZ E BEATRIZ NASCIMENTO

8.1. O SABER DESDE  A SEXUALIDADE E  DO SAGRADO, BRASIL

 

Avaliação

A avaliação consistirá na participação dos/as discentes em todas as atividades propostas; fazer-se cargo de apresentação crítica de um romance (eixo 7) e  entrega de manuscrito de trabalho final sobre um dos 8  eixos temáticos em duas fases: na primeira quando será discutida em sala com os demais colegas e uma versão mais elaborada no final do curso

Observação

A aprovação na disciplina está condicionada à presença em pelo menos 75% das aulas.

 

REFERENCIAS  ( Leituras Obrigatórias para o dia de aula- assinaladas com ##)

1.ETNICIDADE

(##) CASTRO, Mary Garcia  Gênero e etnicidade, conhecimentos de urgencia em tempos de barbarie. In REVISTA “ODEERE” VOLUME  3 N 6 (2018) P 80-101 (ver anexo pagina web )

(##) MUCEDULA AGUIAR, Marcio A construção das hierarquias sociais: classe, raça, gênero e etnicidade – Cadernos de Pesquisa do CDHIS — n. 36/37 — ano 20 — p. 83-88 — 2007                                             http://files.ufgd.edu.br/arquivos/arquivos/78/NEAB/AGUIAR-%20MARCIO.%20A%20construcao%20das%20hierarquias%20sociais%20classe-%20raca-%20genero%20e%20etnicidade.pdf

(##) CARNEIRO DA CUNHA, Manuela Cultura com Aspas e outros ensaios. UBU Ed, São Paulo, 2017 cap. 14- p239-249

BARTH, Fredrik Grupos Étnicos e suas Fronteiras. In POUTIGNAT, Philippe e STREIF –FERNART, Jocelyne Teorias da Etnicidade Ed UNESP, São Paulo, 1995

BENHABIB, Seyla The Claims of Culture. Equality and Diversity in the Global Era, Princeton University Press, New Jersey 2002

2.O “GIRO DECOLONIAL”, LUGAR DA RAÇA

(##) BALLESTRIN, Luciana América Latina e o giro decolonial http://www.scielo.br/pdf/rbcpol/n11/04.pdf

BERNARDINO-COSTA, Joaze; MALDONADO-TORRES, Nelson e GROSFOGUEL, Ramon Introdução. Decolonialidade e Pensamento Afro diaspórico. In BERNARDINO-COSTA, Joaze; MALDONADO-TORRES, Nelson e GROSFOGUEL, Ramon BERNARDINO-COSTA, Joaze; MALDONADO-TORRES, Nelson e GROSFOGUEL, Ramon (orgs.)  Decolonialidade e Pensamento Afro Diaspórico.  Belo Horizonte, Ed Autentica, 2018-p 9-26

(##) QUIJANO, Aníbal. 2000.. Colonialidad del poder, eurocentrismo y América Latina. In LANDER, E 9 (ed.) La colonialidad del saber: Eurocentrismo y Ciencias Sociales. Perspectivas Latinoamericanas.  Caracas: CLACSO: 201-245

BERNARDINO-COSTA, Joaze; MALDONADO-TORRES, Nelson e GROSFOGUEL, Ramon (orgs) Decolonialidade e Pensamento Afro Diaspórico.  Belo Horizonte, Ed Autentica, 2018

 BERNARDINO-COSTA, Joaze e GROSFOGUEL, Ramón Decolonialidade e perspectiva negra – Soc. estado. vol.31 no.1 Brasília Jan./Apr. 2016 – (*Meus arquivos. Disponibilizo cópia)

(##) SEGATO, Rita Laura Género y colonialidad: en busca de claves de lectura y de un vocabulario estratégico descolonial   In en QUIJANO, Aníbal y Julio Mejía Navarrete (eds.): La Cuestión Descolonial. Lima: Universidad Ricardo Palma – Cátedra América Latina y la Colonialidad del Poder, 2010  (*Meus arquivos. Disponibilizo cópia)

3.POSCOLONIALISMO – ECONOMIA POLITICA, LUGAR DO GENERO, DA SEXUALIDADE  E DO BIOPODER – VIOLENCIAS

(##) M’BEMBE, Achille On the post colony Berkeley, University of California Press, 2001

Caps-“Introduction: Time on the Move” –  p 1-23

  1. The Aesthetics of Vulgarity -p 102-141
  2. “Out of the World” p 173-211
  3. “God´s Phallus p 212-234

“Conclusion” – p 235-244

(##) M’BEMBE, Achille Necropolitica. Biopoder, soberania, estado de exceção, política da morte. N-1 Edições, 2018

AVTAR BRAH Cartografias de la Diáspora. Traficantes de Sonhos/Mapas, N.Y., 2017

“GO, J. For a postcolonial sociology. Theory and Society, v. 42, n. 1, p. 25-55, 2013.”

“BHAMBRA, G. Sociology and Postcolonialism: Another ‘Missing’ Revolution? Sociology, v. 41, n. 5, p. 871–884, 2007a.

BHAMBRA, G. Rethinking Modernity S.R.B.

4.CONTRIBUIÇÕES FEMINISTAS AO DEBATE SOBRE DECOLONIALIDADE – AMERICAS

(##)BARRAGÁN, Margarita Aguinaga; LANG, Miriam; CHAVEZ, Dunia Mokrani e SANTILLANA, Alejandra Pensar a partir do feminismo in DILGER, Gerhard, LANG, Miriam e PEREIRA FILHO, Jorge. Descolonizar o Imaginário. Debates sobre Pós-extrativismo e alternativas ao desenvolvimento (Grupo Permanente de Trabalhos sobre Alternativas ao Desenvolvimento). São Paulo, Fundação Rosa Luxemburgo, 2016– p 88-121

(##) LUGONES, Maria Rumo a um feminismo decolonial In BUARQUE DE HOLLANDA, Heloisa, Pensamento Feminista. Conceitos Fundamentais. Rio de Janeiro, Bazar do Tempo, 2019.p 357-378

(##) FEDERICI, Silvia “Colonização e Cristianização. Calibã e as Bruxas no Novo Mundo.” In FEDERICI, Silvia Calibã e a Bruxa. Mulheres, Corpo e Acumulação Primitiva. São Paulo, Ed Elefante, 2018 p 378-418

SENA JARDIM, Gabriel e SÃO THIAGO CAVAS Claudio  Pós-colonialismo e feminismo decolonial: caminhos para uma compreensão anti-essencialista do mundo – : https://doi.org/10.23925/1982-4807.2017i22p73-91

(##)MAYORGA, Claudia, COURA,  Alba, MIRALLES, Nerea e MARTINS CUNHA, Viviane  As críticas ao gênero e a pluralização do feminismo: colonialismo, racismo e política heterossexual  Estudos Feministas Vol. 21, No. 2 (maio-agosto – 2013), pp. 463-484 . Instituto de Estudos de Gênero da Universidade Federal de Santa Catarina  – https://www.jstor.org/stable/24328285

DONALDSON, Laura E.  Race, Gender and Empire-building. Decolonizing Feminisms, London, The University of North Carolina Press,  1992

LUGONES, Maria. 2008. Colonialidad y Género. Tabula Rasa. 9: 73-101.

LUGONES, Maria. 2010. Toward a Decolonial Feminism. Hypatia. 25. No. 4: 742-759.

LUGONES, Maria. 2014. Radical Multiculturalisms and Women of Color Feminisms. Journal for Cultural and Religious Theory. 13. No.1: 68-80.

 

  1. A REPRODUÇÃO DA VIDA– CONCEITO COM POTENCIALIDADES PARA CONSTRUÇAO DE UM PENSAMENTO CRITICO FEMINISTA DECOLONIAL

(##) FEDERICI, Silvia O Feminismo e a política dos comuns. In BUARQUE DE HOLLANDA, Heloisa, Pensamento Feminista. Conceitos Fundamentais. Rio de Janeiro, Bazar do Tempo, 2019.p379-396

(##)FEDERICI, Silvia O Ponto Zero da Revolução. Trabalho Domestico, Reprodução e Luta Feminista.  São Paulo, Ed Elefante, 2019

Caps. Por que sexualidade é trabalho (1975)-p 55-86

Colocando o feminismo de  volta nos trilhos (1984)-p 114-130

A Reproduçao da Força dde Trabalho na Economia Global e a Revoluçao Feminista Inacabada (2009) – P 194-232

6.EXORCISANDO EUROCENTRISMOS EM GÊNERO – PENSADORAS/ES  DE PAISES AFRICANOS E COM REFERENCIAS A DISTINTOS GRUPOS ETNICOS

(##) AFRICANA APORTACIONES PARA LA DESCOLONIZACIÓN DEL FEMINISMO.  Selección de entrevistas a Amina Mama (Nigéria), Molara Ogundipe (Nigéria), Fatma Alloo (Tanzânia), Fatima Meer (Sudáfrica), Ayesha Imam (Nigéria), Yasmin Jusu-Sheriff (Sierra Leona), Yolande Mukagasana (Ruanda), Aminata Traoré (Mali), Ken Bugul (Senegal), Assia Djebar (Argélia) y Tsitsi Dangaremgba (Zimbábue).  oozebap, Barcelona, 2013  (* Meus arquivos. Disponibilizo cópia.)

(##) OYÈRONKÈ OYÊWÙMI   Conceitualizando gênero: A Fundação eurocêntrica de conceitos feministas e o desafio das epistemologias africanas. In BERNARDINO-COSTA, Joaze; MALDONADO-TORRES, Nelson e GROSFOGUEL, Ramon (orgs) Decolonialidade e Pensamento Afro Diaspórico.  Belo Horizonte, Ed Autentica, 2018-p 171-182 (*Meus arquivos. Disponibilizo cópia)

OYÈRONKÈ OYÊWÙMI   Visualizing the Body: Western Theories and African Subjects. In OYÈRONKÈ OYÊWÙMI (ed) African Gender Studies, A Reader, New York, Palgrave, McMillan, 2005, p 3-22

(##) EMMANUEL AKYEAMPONG AND PASHINGTON OBENG, Spirituality, Gender, and Power in Assante History. In OYÈRONKÈ OYÊWÙMI (ed) African Gender Studies, A Reader, New York, Palgrave, McMillan, 2005, p 23-48

MARNIA LAZREG Decolonizing Feminism. In In OYÈRONKÈ OYÊWÙMI   (ed)  African Gender Studies, A Reader , New York, Palgrave, McMillan, 2005, 67-80

(##) IFI AMADIIUME, Theorizing Matriarchy in Africa: Kinship Ideologies and Systems in Africa and Europe. In OYÈRONKÈ OYÊWÙMI   (ed)  African Gender Studies, A Reader , New York, Palgrave, McMillan, 2005, p 83-98

JULIANA MAKUCHI NFASH-ABBENYI Gender, Feminist Theory and Post-Colonial (Women´s) Writing In OYÈRONKÈ OYÊWÙMI (ed) African Gender Studies, A Reader, New York, Palgrave, McMillan, 2005,259-278

(##) REA, Caterina; PARADIS, Clarissa Goulart, AMANCIO, Izzie (org.)  Traduzindo a África Queer. Salvador, Ed Devires, 2018

(##) OYÈWÚMI, Oyèronké. Family bonds/Conceptual Binds: African notes on Feminist Epistemologies. Signs, Vol. 25, No. 4, Feminisms at a Millennium (Summer, 2000), pp. 1093-1098. Tradução – LAÇOS FAMILIARES/LIGAÇÕES CONCEITUAIS: NOTAS AFRICANAS SOBRE EPISTEMOLOGIAS FEMINISTAS- para uso didático por Aline Matos da Rocha (* Meus arquivos. Disponibilizo copia.)

(##) NAH DOVE Mulherisma Africana- Uma Teoria Afrocêntrica. JORNAL DE ESTUDOS NEGROS, Vol. 28, № 5, Maio de 1998 515-539 (* Meus Arquivos. Disponibilizo cópia)

MATERNIDADE EM AUTORAS AFRICANAS

 

“SUDARKASA, Niara. The Strength of our Mothers: African and African American Women and Families: Essays and Speeches. Trenton; Asmara: África World Press, 1996.

7.VOZES DA AFRICA NO FEMININO.  ROMANCES DA DIÁSPORA (SEMINARIO – A COMBINAR APRESENTAÇÕES)

–  Ruanda -etnia Tutsi

MUKAZONGA, Scholastique  A Mulher de Pés Descalços, São Paulo, Nós, 2017

——-Nossa Senhora do Nilo, São Paulo, Nós, 2017

———Coeur tambour. ED FOLIO/ GALLIMARD, Paris, 2016

——— Inyenzi ou les Cafards, ed Folio/Gallimard, Paris, 2006

Nigériaetnia Igbo

BUCHI EMECHETA – As Alegrias da Maternidade. Porto Alegre, Ed Dublinense, 2017

—–Cidadã de Segunda Classe Porto Alegre, Ed Dublinense, 2018

—-No Fundo do Poço, Porto Alegre, Ed Dublinense, 2019

ADÉBÁYO, Ayòbámi Fique Comigo Rio de Janeiro, Haper Collins, 2018

YAA GYASI O Caminho de Casa, Rio de Janeiro,  Ed Rocco, 2016

CHIMAMANDA NGOZI ADICHIE  Meio Sol Amarelo. São Paulo, Cia das Letras, 2008

No seu pescoço São Paulo, Cia das Letras, 2009

Moçambiqueetnia Tzonga

CHIZIANE, Paulina O Alegre Canto da Perdiz, Porto Alegre, Dublinense, 2018

—– Eu, mulher. Por uma nova visão de mundo. Revista do Núcleo de Estudos de Literatura Portuguesa e Africana da UFF, Vol. 5, n° 10, abril de 2013  (* Meus arquivos. Disponibilizo cópia)

Angola

TAVARES, Paula   Amargos como os Frutos. Poesia Reunida. Rio de Janeiro, Pallas, 2011

  1. PENSAMENTO AFRODIASPORICO NO FEMININO -PIONEIRAS, BRASIL: LÉLIA GONZALEZ E BEATRIZ NASCIMENTO

(##) GONZALEZ, Lélia A categoria político-cultural da Amefricanidade. In BUARQUE DE HOLLANDA, Heloisa, Pensamento Feminista. Conceitos Fundamentais. Rio de Janeiro, Bazar do Tempo, 2019. Pag 341-354

(##) —–Primavera para as Rosas Negras, Rio de Janeiro, Editora Filhos da Africa (coletânea organizada e editada pela UCPA-União dos Coletivos Pan Africanistas, Diáspora Africana, 2018

GONZALEZ, Lélia Racismo e sexismo na cultura brasileira. In BUARQUE DE HOLLANDA, Heloisa Pensamento Feminista Brasileiro. Formação e Contexto, Bazar do Tempo, Rio de Janeiro, P 237-258

“FELIPPE, Ana Maria. “Para (re)ver Lélia Gonzalez”. Revista Eparrei, Santos, n. 1, v. 4, 2003, p. 8-9.

______. Lélia Gonzalez: mulher negra na história do Brasil. Revista eletrônica Amai-vos. Disponível em: <http://amaivos.uol.com.br/amaivos09/noticia/noticia.asp?cod_noticia=13070&cod_canal=71>. Acesso em: 7 ago 2009.” (from “Lélia Gonzalez (Retratos do Brasil Negro)” by Alex Ratts, Flavia Rios)

“BARRETO, Raquel Andrade. Enegrecendo o feminismo ou feminizando a raça: narrativas de libertação em Ângela Davis e Lélia Gonzalez. 2005. 128 f. Dissertação (mestrado em História) – Departamento de História da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro (RJ).

(##) NASCIMENTO, Maria Beatriz  Quilombola e Intelectual. Possibilidades nos dias de Destruição. Rio de Janeiro, Editora Filhos da África (coletânea organizada e editada pela UCPA-União dos Coletivos Pan Africanistas, Diáspora Africana, 2018

 

8.1. O SABER DESDE SEXUALIDADE E O SAGRADO, BRASIL

 

(##) MESSEDER, S.  A construção do conhecimento científico blasfêmico ou para além disso nos estudos de sexualidades e gênero. In: Bruna Andrade Irineu. (Org.). Diversidades e políticas da diferença: intervenções, experiências e aprendizagens em sexualidade, gênero e raça. 01ed.Tocantins: EDUFT, 2016, v. 01, p. 06-17 (*) Meus arquivos. Disponibilizo cópia)

(##) MÃE STELLA DE OXÓSSI. Discurso de posse de Mãe Stella de Oxóssi na Cadeira nº 33 da Academia de Letras da Bahia. 12 set. 2013. Disponível em: <http://www.geledes.org.br/patrimonio-cultural/literario-cientifico/160-literatura/21030discurso-de-posse-de-mae-stella-de-oxossi-na-cadeira-n-33-da-academia-de-letras-da-bahia>. Acesso em: 3 set. 2014

SANTANA, Marise de. O Legado Africano na Diáspora e o Trabalho Docente: Desafricanizando para Cristianizar. Tese de doutorado. PUC, 2004

 

REFERENCIAS   – TEMAS COMPLEMENTARES

CONHECIMENTO DIASPÓRICO

“HALL, S. Da Diáspora: identidades e mediações culturais. Belo Horizonte/Brasília: Editora da UFMG/Representação da Unesco no Brasil, 2003.

EUROCENTRISMO

AMIN, Samir. Eurocentrism. New York: Monthly Review Press, 1989″

SOBRE PENSAMENTO FEMINISTA EM PAISES AFRICANOS

MARTINS, Catarina. 2016. Nós e as Mulheres dos Outros. Feminismos entre o Norte e a África. In Geometrias da Memória: configurações pós-coloniais. Editado por António Sousa Ribeiro e Margarida Calafate Ribeiro. Porto: Afrontamento, 2016, p 251-277.  ( *meu arquivo, a disponibilizar)

MAMA, Amina. 2011. What does it means to do feminist research in African contexts? Feminist Review 2011, 10 August 2011: 4-20.

MARTINS, Catarina. 2015. Descolonizar a ‘Mulher Africana’. Os Feminismos entre o Norte e a África. In Percursos Feministas: Desafiar os Tempos. Edited by Eduarda Ferreira et al. Lisboa: UMAR / Universidade Feminista: 135-145

 

SOBRE CULTURA YORUBÁ

ABÍMBỌ́LÁ, KoLá Yorùbà Culture: A Philosophical Account, Ed BookBaby; 2014

SOBRE OS NAGÔS

 FERREIRA DIAS, João Dos “Nàgó” da Bahia aos “Pọ́́rtúgérè” de Lisboa: Um olhar sobre identidade e religião em diáspora, Cadernos de Estudos Africanos, 2013 (* Meus arquivos)

 OUTROS TITULOS EM LINGUAGENS DE RESISTENCIA À  TEMPOS POS COLONIAIS – O CINEMA, A LITERATURA

NUNES SOUZA, Adriana A teoria pós-colonial e o cinema-cartografias de opressão e resistências do colonizado da África à América. In ESTEVES DE CALAZANS, Marcia, CASTRO, Mary Garcia e PINEIRO, Emília (orgs.)  América Latina, Corpos, Trânsitos e Resistências. Vol. 1, Editora fi, Porto Alegre, 2018, p 139-156

LEAL, Fernanda e CASTRO, Mary Garcia A Importância de outro lugar de escuta: autoras brasileiras e africanas sobre maternidade e feminismo. IN ESTEVES DE CALAZANS, Marcia, CASTRO, Mary Garcia e PINEIRO, Emília (orgs.)  América Latina, Corpos, Trânsitos e Resistências. Vol. 1, Editora fi, Porto Alegre, 2018, p 363 a 394

MIA COUTO  Na Berma de Nenhuma Estrada e outros contos.  São Paulo, Companhia das Letras, 1987

—-Mulheres de Cinzas São Paulo, Companhia das Letras,2015

CHINUA ACHEBE Things fall apart, London,  Penguin, 1958

—— A Flecha de Deus.  São Paulo, Companhia das Letras, 2011

PEPETELA  O Planalto e a Estepe. Angola, dos anos 60 aos nossos dias. A historia real de um amor impossível.  Alfragide/Portugal, Ed D Quixote, 2009