O curso pretende tratar da relação entre imagem e produção etnográfica. Partimos do pressuposto de que as imagens (filmes, em particular) assumem um papel produtivo e ‘colaborativo’ no discurso etnográfico. Neste sentido, as imagens não são modos de ilustrar ou evidenciar um texto escrito considerado propriamente como etnográfico. Os filmes são resultados de encontros etnográficos e de perspectivas teóricas. Assim, o filme é uma produção etnográfica-antropológica e não, necessariamente, um produto da ‘Antropologia visual”. Desta forma, entendemos etnografia no seu sentido pleno, enquanto uma forma de representação em que se apresentam perspectivas teóricas e modos de conhecimento. O filme, assim, é uma construção do conhecimento etnográfico ao explicitar sempre a perspectiva teórica de seu autor e por isso não pode ser tomado enquanto um objeto imagético isolável de uma pesquisa. Por este motivo não tratamos do filme etnográfico enquanto um ‘gênero’ com fronteiras definidas e pressupostos homogêneos. Tratamos, sim, de uma dimensão da produção imagética que nos reenvia a questões crucias sobre o modo que se produz o conhecimento na Antropologia.
Assim, o curso parte de dois questionamentos retóricos, que ao invés de propor uma resposta inequívoca salientam mais a ambivalência do próprio questionamento. Primeiramente: O que faz de um filme um ‘filme etnográfico’? O tema tratado? A forma do tratamento? O ponto de vista do espectador? A perspectiva teórica do autor? Qual modelo de ‘etnografia’ que qualifica um filme como sendo um ‘filme etnográfico’?
Em segundo lugar: O que faz a Antropologia ser visual? O uso de imagens ou a reflexão sobre as imagens? Partindo destes questionamentos os módulos do curso procuram problematizar as dicotomias: documentário social/filme etnográfico, ficção/realidade, ciência/arte, forma/conteúdo, imagem/texto.

Modulo I 
Para uma genealogia do filme etnográfico ou “o mito de origem”

1- 16/03
Filme
Flaherty, R.
Nanook of the North. 1922. 69`

2- 23/03
Filme
Vertov, Dziga.
O Homem e a Cämera. 60` (trechos do filme)

Algumas velhas e atuais questões sobre Cinema, Etnografia e Antropologia

Jakobson, Roman. 1970. Decadência do cinema? In Linguistica, Poética e Cinema. São Paulo, Perspectiva. pp. 153-161.

Lévi-Strauss, Claude. Entrevista sobre o Cinema. In Cahiers du Cinéma. Tradução Revista Sexta-Feira. São Paulo. pp.31-38
Gardner, Robert 1957 .Anthropology and Film.’ Daedalus vol 86 (no. 4), 344-352.

Introdução às questões cruciais sobre a produção de imagens e etnografia

Gervaiseau, Henri Nanook of the North. In Cadernos de Antropologia e Imagem. N.1 p. 91

Da-Rin, Silvio 2004. Espelho Partido. Tradição e Transformação do documentário. Editora azouge. Introdução. Cap. 2. O prototipo de um novo genero.45-53.
Moreira Salles, João 2005. A dificuldade do documentário. In Novaes, Sylvia et alli , Ed. O Imaginário e o poético nas Ciências Sociais. São Paulo, Edusc.

Menezes, Paulo. 2005. O nascimento do cinema documental e o processo civilizador. In Novaes, Sylvia et alli , Ed. O Imaginário e o poético nas Ciências Sociais. São Paulo, Edusc.

*Morphy, Howard; Banks, Marc. 1997. “Introduction: Rethinking visual anthropology”. In Morphy, H.;Banks, M. (org.) Rethinking visual anthropology. New Haven, Yale University Press. pp. 1-35.

*Banks, Marcus. 1998. Visual anthropology: image, object and interpretation. In Prosser, Jon. (ed.) Image basic research.London, Routledge-Falmer. pp. 9-23

3- 30/03 (sem filme)
Deleuze, Gilles. 1983. I. L’image-mouvement. Paris, Les éditions de minuit. (La matiere et l’intervalle selon Vertov – pg. 116-124.

Grimshaw, Anna. 2001. The Ethnographer’s Eye. Ways of seeing in Modern Anthropology. Cambridge, Cambridge University Press. (Part I – Visualizing Anthropology. 15-70.
Mitchell, W. J. T. 1986. ‘What is an image?. Iconology. Image, text, ideology. Chicago and London: University of Chicago Press. pp. 7-46.

*Grimshaw, Anna. 2005. “Eyeing the field: new horizons for visual anthropology”. In Grimshaw, A.; Ravetz, A. (Org.) Visualizing Anthropology. Bristol, Intellect Books. pp.17-30
Piault, Marc-Henri. A antropologia e a sua “passagem à imagem”. Cadernos de Antropologia e Imagem 1. pp. 23-29

*Tacca, Fernando de 2004 ‘Luiz Thomas Reis: etnografias fílmicas estratégicas.’ [Comissnao Rondon]. Documentário no Brasil: tradição e transformação. São Paulo: Summus. pp. 313-378

Loizos, Peter . A inovação do filme etnográfico (1955-1985). Cadernos de Antropologia e Imagem 1.pp.55-64

Rouch, Jean. 2003. The camera and Man. In Hockings, Paul (org.). Principles of Visual Anthropology. New York, Mouton de Gruyter. pp. 79-98

4- 06/04
Brigard, Emilie de. 2003. The history of Ethnographic Film. In Hockings, Paul (org.). Principles of Visual Anthropology. New York, Mouton de Gruyter. pp. 13-44.

Hockings, Paul. 2003. “Ethnographic filming and Anthropological theory”. In Hockings, Paul (org.). Principles of Visual Anthropology. New York, Mouton de Gruyter. pp. 507-532.

MacDougall, David. 1997. The Visual in Anthropology In In Morphy, H.;Banks, M. (org.) Rethinking visual anthropology. New Haven, Yale University Press. pp. 276-295.

Nicols, Bill. 1994. Blurred Boundaries: Questions of Meaning in Contemporary Culture. ”The Ethnographer’s Tale’ Bloomington, Indiana University Press. pp. 63-91

Benjamin, Walter. 1996. A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica. In Benjamin, Obras Escolhidas. São Paulo, ed. Brasiliense. pp. 165-196

Da-Rin, Silvio
2004. Espelho Partido. Tradição e Transformação do documentário. Editora azouge. Cap. 6. A invenção de uma escritura documental. 109-132.
Cap. 9 Anti-ilusionismo e Auto-Reflexividade. 169-186.

*Nicols, Bill 1991 ‘Documentary Modes of Representation’ In Representing Reality. Bloomington and Indianapolis: Indiana University Press.

Cadernos de Antropologia e Imagem. Vol. 4.
DEBATE. Cidade e cinema: o kinok, o moloch e o stalker.

Modulo II –  Jean Rouch e a construção do filme etnográfico: uma perspectiva teórica da antropologia
5- 20/04
Filme
Jean Rouch
Les Maitres-Fous. 1953. 29`

Gonçalves, Marco Antonio. 2006. Filme-Ritual: os mestres loucos de Jean Rouch. In Cavalcanti, Maria Laura; Gonçalves, Jose Reginaldo Santos, no prelo) 38 paginas.

Mayet-Giaume, Joëlle. 1996. La polemequi autour de Maîtres Fous. In Jean Rouch ou le ciné-plaisir. CinémAction. Revue de Cinema et de télévision. N. 81. pp. 81-82

Vos, George; Bensmaïa, Réda. 1996. Le Maîtres Fous et la anthropologie americaine. In Jean Rouch ou le ciné-plaisir. CinémAction. Revue de Cinema et de télévision. N. 81. pp. 85-88.

Rouch, Jean. Jean Rouch parle de Les maitres fous. In Jean Rouch ou le ciné-plaisir. CinémAction. Revue de Cinema et de télévision. N. 81. pp. 82-84

Prédal, René. 1996. La place du surrealisme. In Jean Rouch ou le ciné-plaisir. CinémAction. Revue de Cinema et de télévision. N. 81. pp. 56-58.

Bensmaïa, Réda. 1996. Un cinéma de la cruauté. In Jean Rouch ou le ciné-plaisir. CinémAction. Revue de Cinema et de télévision. N. 81.pp. 59-68

Clifford, James
1998- “Sobre o surrealismo Etnográfico” In A Experiência Etnográfica. Antropologia e Literatura no século XX. Org. José Reginaldo Santos Gonçalves. Rio de Janeiro, Ed. da UFRJ. (pp. 132-178)

*Rouch, Jean. Os pais fundadores, dos ancestrais totêmicos aos pesquisadores de amanha. catalogo Cinema e Antropologia. Mostra Internacional do Filme Etnográfico. CCBB.1993.

Rouch, Jean. 1989.Le vrai e le faux. Traverses (Ni vrai ni faux), 47: 175- 188.

Rouch, Jean. 1995. 54 anos sem tripé. Entrevista a Jean Paul Colleyn. Cadernos de Antropologia e Imagem, 1(1):65-74.

Rouch, Jean. 2003. “Our totemic ancestors and crazed masters”. In Hockings, Paul. (org.) Principles of Visual Anthropology. New York, Mouton de Gruyter. pp. 217-234

13/04 – Feriado – Páscoa

6- 27/04
Filme
Jean Rouch
Moi, un noir. 1959.70`

Piault, Marc-Henri. Uma antropologia-diálogo: a propósito do filme de Jean Rouch, Moi, un noir. Cadernos de Antropologia e Imagem. Vol. 4.

Thompson, C. 1996. Aventure, ethnologie et hasard. In Jean Rouch ou le ciné-plaisir. CinémAction. Revue de Cinema et de télévision. N. 81. pp. 69-73.

Deleuze, Gilles. 1985. 2. L’Image-Temps. Paris, Edtions de Minuit. (Cap. VI. Les Puissances du Faux -165-202)

Da-Rin, Silvio
2004. Espelho Partido. Tradição e Transformação do documentário. Editora azouge. Cap. 8. Verdade e Imaginação. 149-167.

Rouch, Jean. 2003. On the vicissitudes of the self: the possessed dancer, the magician, the sorcerer, the filmmaker and the ethnographer. In Feld, Steven. 2003. Cine-Ethnography – Jean Rouch. (Visible Evidence, 13). Minneapolis, University of Minneapolis Press. pp. 87-101.

7- 04/05
Filme
Jean Rouch
Cronique d’un été. 1962. 87′

Serceau, Michel. 1996. La conception “rouchienne”du cinéma-verité. In Jean Rouch ou le ciné-plaisir. CinémAction. Revue de Cinema et de télévision. N. 81. pp. 114-121.

Prédal, René. 1996. Rouch d’hier à demain. In Jean Rouch ou le ciné-plaisir. CinémAction. Revue de Cinema et de télévision. N. 81. pp.12-18

Piault, Marc-Henri. 1996. Une pensée fertile. In Jean Rouch ou le ciné-plaisir. CinémAction. Revue de Cinema et de télévision. N. 81. pp. 46-55.

Goldman, Lucien. 1996. Chronique d’un été. In Jean Rouch ou le ciné-plaisir. CinémAction. Revue de Cinema et de télévision. N. 81.

Salama, Mohand Ben. 1996. Entretiens avec Edgar Morin. In Jean Rouch ou le ciné-plaisir. CinémAction. Revue de Cinema et de télévision. N. 81.

Morin, Edgar. 2003. Chronicle of a film. Feld, Steven. 2003. Cine-Ethnography – Jean Rouch. (Visible Evidence, 13). Minneapolis, University of Minneapolis Press.
Morin, Edgar; Rouch, Jean. The Point of view of the “characters”. In Feld, Steven. 2003. Cine-Ethnography – Jean Rouch. (Visible Evidence, 13). Minneapolis, University of Minneapolis Press.
Rouch, Jean. 1997. A louca maestria de Jean Rouch. Entrevista à Renato Sztutman e Evelyn Schuler. Sexta-Feira, 1(1):14-22.

8 – 11/05
Filme
Jean Rouch
Tourou et biti. 10′

Di Tella, Andrés 2005 ‘O Documentário e Eu’. Cinema do Real. Mourão, Maria Dora e Amir Labaki, orgs. São Paulo: Cosac Naify. pp. 68-81

Teixeira, Francisco Elinaldo 2004 ‘Eu é outro: documentário e narrativa indireta livre’. Documentário no Brasil: tradição e transformação. São Paulo: Summus. pp. 29-69

Young, Colin. 2003. Observational cinema. In Hockings, Paul (org.). Principles of Visual Anthropology. New York, Mouton de Gruyter. p. 99-115
MacDougall, David. 2003. Beyond Observational cinema. In Hockings, Paul (org.). Principles of Visual Anthropology. New York, Mouton de Gruyter. pp. 115-132

Grimshaw, Anna. 2001. The Ethnographer’s Eye. Ways of seeing in Modern Anthropology. Cambridge, Cambridge University Press. (Cap. 6. The anthropological cinema of Jean Rouch) pp. 90-120.

Modulo III- Recriações da perspectiva ‘rouchiana’ I: ética e estética da imagem e da etnografia
9- 18/05
Filmes
Sarno, Geraldo
Viramundo. 1965. 40` (poucos trechos)

Eduardo Coutinho
Boca de Lixo. 1992. 50`.

Lins, Consuelo
2004. O Documentário De Eduardo Coutinho. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor. (Cap, 1 a 5). pp. 7-96.

*Novaes, Regina
Santa Marta: duas semanas no morro. Cadernos de Antropologia e Imagem 7.

*Leite, Márcia da Silva Pereira. Vozes e imagens do morro: as favelas cariocas no cinema brasileiro. Cadernos de Antropologia e Imagem,11.

Monte-Mor, P. ; Peixoto, C. et alli. Debate. Filme Etográfico e documentário. Questões conceituais, Marcos Históricos e tradições. 1990. Centro Cultural do Banco do Brasil. PP. 9-29.

Clifford, James 1998- “Sobre Autoridade Etnográfica” In A Experiência Etnográfica. Antropologia e Literatura no século XX. Org. José Reginaldo Santos Gonçalves. Rio de Janeiro, Ed. da UFRJ. (pp. 17 a 62)

Bernardet, Jean-Claude 1985. Cineastas e imagens do povo. São Paulo. Brasiliense. Cap. 1. Viramundo. pp. 15-39.

10- 25/05
Eduardo Coutinho
Edificio Master (Versão comentada)

Lins, Consuelo
2004. O Documentário De Eduardo Coutinho. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Editor. (Cap, 6 ao 9). pp. 97-187.

Modulo IV – Recriações da perspectiva ‘rouchiana’ II: a problemática construção do sujeito, as ciladas da alteridade e os dilemas da representação na produção de um discurso etnográfico

11- 01/06
Filmes
Carelli, Vicent, Gallois, Dominique
Arca dos Zoe. 1993. 22` Video nas Aldeias

Ashaninka – Video nas aldeias.

Jackson, John Jr. 2005 ‘Chapter 6: Real Natives’, in Real Black: Adventures in Racial Sincerity. Chicago and London: University of Chicago Press.

Bernadet, Jean-Claude. 2004. Vídeo nas aldeias, o documentário e a alteridade. In Catálogo Mostra Vídeo nas Aldeias. Centro Cultural do Banco do Brasil. pp. 8-11

Pinhanta, Isaac. 2004. Você vê o mundo do outro e olha para o seu. In Catálogo Mostra Vídeo nas Aldeias. Centro Cultural do Banco do Brasil. pp. 12-20
Carelli, Vincent. 2004. Moi, un Indien. In Catálogo Mostra Vídeo nas Aldeias. Centro Cultural do Banco do Brasil. pp. 21-32.

Corrêa, Mari. 2004. Vídeo das Aldeias. In Catálogo Mostra Vídeo nas Aldeias. Centro Cultural do Banco do Brasil. pp. 33-39

Queiroz, Ruben Caixeta. 2004. Política, estética e ética no projeto vídeo nas aldeias. In Catálogo Mostra Vídeo nas Aldeias. Centro Cultural do Banco do Brasil. p. 40-49

Bentes, Ivana. “Câmera muy very good pra mim trabalhar”. In Catálogo Mostra Vídeo nas Aldeias. Centro Cultural do Banco do Brasil. pp. 51-63.

12- 08/06
Filmes
Kurzon, Nicholas.
Sight Unseen. 1996. 27`.

O`Rourke, Dennis
Cannibal Tours. 1987. 70` (trechos)

O`Rourke, Dennis. ‘on the making of ‘Cannibal Tours’. 9 páginas.

Hugh-Freeland, Felicia. 1997. Balinese on television: representation and response. In In Morphy, H.;Banks, M. (org.) Rethinking visual anthropology. New Haven, Yale University Press. pp. 120-138

Loizos, Peter. First exits from observational realism: narrative expreriments in recent ethnographic films. In Morphy, Howard; Banks, Marc. 1997. “Introduction: Rethinking visual anthropology”. In Morphy, H.;Banks, M. (org.) Rethinking visual anthropology. New Haven, Yale University Press. pp.81-104

Abu-Lughod, Lila. 2001. A interpretação de culturas após a televisão.

Fahle, Oliver. 2005. Estética da Televisão. Passos rumo a uma teoria da imagem da televisão. Ms. 10 páginas. (Universidade Bauhaus de Weimer).

Modulo V – Da fotografia popular à etnografia imagética

13- 22/06
Filme
Mac Dougall, David and Judith
Photo Wallahs. 1991.60`.

Filme
Wende, Tobias
Lembrança Futura. A Arte da Fotografia e da Imagem em Gana. 1997.53` (trechos)

Fabian, Johannes 1998 [Chapters 1 and 2 of] Moments of Freedom: Anthropology and Popular Culture. Charlottesville and London: University of Virginia Press. pp. 1-70.

Batchen, Geoffrey. 202. ‘Vernacular Photographies’ In Each Wild Idea: Writing, photography, History. Cambridge Mass, The MIT Press.

15/06 – feriado

14- 29/06

Mitchell, W. J. T. 2002. O ensaio Fotográfico. Quatro estudos de caso. Cadernos de Antropologia e Imagem. 15. ppp. 101-131.

Berger, John. 1982. ‘Stories’ Another way of telling. Berger, J.; Mohr, J. pp. 279-289.

Edwards, Elizabeth. Beyond the boundary: a consideration of the expressive in photography and anthropology.

Darbon, Sebastien. 2005. O etnólogo e suas imagens. In Samain, E. O Fotográfico. São Paulo, Hucitec. pp. 95-106.

Samain, Etienne. 2005. Um retorno à camera clara: Roland Barthes e a Antropologia Visual. In O Fotográfico. São Paulo, Hucitec. pp. 115-128.

Green, David; Lowry, Joanna. 2003. ‘From presence to the performative: rethinking photographic idexicality. In Where is the photograph? Green, David (ed.). Brighton and Kent, Photoforum and Photoworks.

15- 06/07 – encerramento