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A tese analisa o empreendimento moral promovido por influencers de finanças para convencer pessoas comuns, tradicionalmente refratárias ao risco e alheias ao mercado financeiro, a se tornarem investidores. Argumenta-se que eles lançam mão de uma performance ostentatória para fundamentar a posição moralista de que tornar-se investidor é hoje uma obrigação moral. A partir disso, empreendem o educacionamento das finanças como uma cruzada simbólica, buscando efetivar um deslocamento do regime do gasto, em que o recurso obtido a partir do trabalho é um valor a ser gasto (e portanto perdido), para o para o regime do investimento, em que o valor principal está na acumulação de capital. A passagem de um regime ao outro é, também, uma transformação de selves: do self trabalhador ao self investidor.

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