Esta tese tem por objetivo analisar as desigualdades interseccionais de gênero e raça na transição para a vida adulta das juventudes brasileiras em relação ao estudo, ao trabalho e à família considerando os distintos períodos socioeconômicos vivenciados entre 2014, 2019 e 2024. Em diálogo com a literatura sobre as juventudes e a sociologia das desigualdades raciais e de gênero propõe uma análise temporal de como as desigualdades estruturais de gênero e raça se (re)estruturam em contextos distintos de estrutura de oportunidades. Além disso, incorpora a dimensão da distribuição do trabalho doméstico como uma dimensão fundamental para a reprodução dessas desigualdades. Este trabalho analisa as situações dos jovens quanto ao estudo, trabalho, família e trabalho doméstico dos jovens de 18 a 29 anos, através de metodologia quantitativa, a partir da base de dados secundários da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD-C).