Esse artigo examina os mecanismos utilizados por camponeses que vivem da produção de soja, para fazer frente aos fatores não controláveis dessa modalidade de produção comercial. Os dados foram produzidos em trabalho de campo realizado em assentamentos rurais de Reforma Agrária situados em Mato Grosso. Pela etnografia, observa-se que, embora participem da produção de soja, esses agentes adotam estratégias ordinárias de cálculo e formas de classificar as operações comerciais. Tratam-se de recriações de disposições adquiridas dos agentes as quais visam não só ampliar o seu próprio controle sobre o produto agrícola, mas também controlar seu próprio comportamento econômico e social.